e agente ainda não se nega uma palavra
Sentadinhos em algum cantinho alheio ao barulho dos outros, nos colocamos em nossa posição favorita e trouxemos os nossos melhores momentos juntos. Quanta coisa boa. Intercalando ganhos com pequenas perdas em nosso presente inesperado de uma forma tão nossa e discreta.
Agente sempre ficou nos cantinhos das festas conversando, então - diz um anjo - por favor, veja o amor de um pelo outro e os deixe aqui. E nós, precisamos de mais alguns sorrisos e relembrar sobre a pureza das coisas para que a nossa vida siga um tanto menos fria que esse mundo, ao qual sempre olharemos com certa estranheza e curiosidade. Veja, uma década e o nosso amor intacto!
Teu olho ainda tem o mesmo brilho, teu sorriso ainda não perdeu a timidez. Eu ainda sigo sem graça aos teus olhos cor de céu. Sobre o que você se arrepende, não podemos voltar ao passado e também não teríamos o que fazer. Sou feliz com o nosso amor como sempre fui, que eu guardei e preservei com todo cuidado nesse tempo todo.
Sinto como se houvesse ganho um banho de luz. Incrível, teus olhos!
(via heptagram)
Vamos lá,
Passaram-se meses, mais ou menos um ano, e nada mudou. O corpo ainda sente dor, necessita comer, respirar, descançar.
As lembranças ainda são lembranças, aparecem com ou sem convite. Surgem, remechem, inquietam-se, inquietam. Ainda fazem sentir. Ainda há sentimento.
Nas veias, o sangue ainda circula, e os vazos - nunca parcos - transbordam a liquidez diante da fragilidade das veias ao corte a fio.
O sentimento, senhor do corpo, pulsa e mantém - de forma contraditória - o corpo vivo. Aqui ou alí, em estado natural de existência.


